23/03/2021 às 14h19min - Atualizada em 23/03/2021 às 14h19min

Com fase emergencial, SP tem novo recorde de mortes por Covid-19

Além disso, pessoas estão aguardando na fila por mais leitos. Doria cortou verba da Saúde em 2020 e aumentou a de propaganda

Da Redação
O governador de SP, João Doria | Foto: governo de SP
Mesmo sob a fase emergencial, adotada pelo governador João Doria (PSDB) para supostamente diminuir os casos e óbitos por coronavírus restringindo a maioria dos comércios, incluídos os "serviços essenciais", o estado de São Paulo bateu um novo recorde de óbitos por Covid-19 nesta terça-feira (23), com 1.021 mortes em 24h, o que equivale a três mortes a cada quatro minutos. O recorde anterior era de 679 mortes em um dia, quase metade do atual.

O novo recorde superou as expectativas do secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, que admitiu, na última sexta-feira (19), que o governo projetava registrar 800 mortes diárias nos próximos dias. 

Mortos na fila por leitos
Mais de 135 pessoas com Covid-19 ou suspeita da doença não resistiram à espera por um leito de UTI e morreram até esta segunda-feira (22) no estado de São Paulo. A cidade com maior registro de mortes na fila foi Taboão da Serra, cujo hospital de camapanha foi desmontado ano passado pela gestão do ex-prefeito tucano Fernando Fernandes Filho (PSDB).

Aumeto de verba publicitária e corte na Saúde
Os recordes de casos e óbitos em São Paulo ocorrem depois que o governador João Doria (PSDB) diminuiu, ainda em 2020, o orçamento da Saúde para o ano de 2021, que foi de 28 bilhões para 23,7 - um corte de 4,3 bilhões de reais na área que mais necessita de recursos no momento. Apesar de ter diminuído o orçamento da Saúde, João Doria mais que dobrou os gastos com publicidade e propaganda: em 2020, a verba destinada para essas áreas era de 88 milhões, em 2021, por iniciativa de Doria, o valor foi para 193,7 milhões de reais.
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