14/07/2020 às 20h52min - Atualizada em 14/07/2020 às 20h52min

Reino Unido exclui a chinesa Huawei da sua rede 5g

Decisão foi tomada após manifestação do Centro Britânico de Segurança Cibernética (NCSC)

Vinicius Mariano
O governo britânico anunciou nesta terça-feira (14) a suspensão dos contratos com a empresa chinesa Huawei, acusada de espionagem, para implementar a tecnologia 5g no país. Além disso, Boris Jhonson, primeiro-ministro do Reino Unido, ordenou a retirada de todos os equipamentos da gigante chinesa até 2027 e proibiu novas compras de equipamentos voltados para a tecnologia 5g dessa empresa a partir do final deste ano.

A decisão foi tomada tanto pelo primeiro-ministro quanto pela Câmara após ouvir o Centro Britânico de Segurança Cibernética (NCSC), que, tal como os Estados Unidos, verificou que há risco de segurança nos equipamentos de Huawei, que podem conter backdoors, isto é, sistemas que burlam a segurança e roubam dados.

Em agosto de 2018, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, já havia proibido a empresa chinesa de participar da rede 5g do país por considerá-la uma 'ameaça à segurança', pois a Huawei foi fundada na década de 80 por Ren Zhengfei, que era engenheiro do Exército de Libertação do Povo Chinês, a força armada do Partido Comunista da China (PCC). Apesar de negar qualquer envolvimento ou vínculo com o PCC, até hoje não se sabe de fato quem é o dono da Huawei, pois a empresa nunca vendeu suas ações na bolsa de valores e seus funcionários dizem que ela pertence a um sindicato. Esse ponto foi crucial para países como Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia proibirem a de participar de suas redes de tecnologia 5g. 
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