22/02/2021 às 09h47min - Atualizada em 22/02/2021 às 09h47min

Rosa Weber encaminha notícia-crime contra Bolsonaro ao PGR

A notícia-crime foi protocolada pelo PDT, partido que faz oposição a Bolsonaro e que o acusa de prática de crimes em razão da difusão de cloroquina para combater a Covid-19. O medicamento apesar de não ter comprovação científica, na prática apresenta excelentes resultados no tratamento precoce no combate a Coviv-19.

Cristina Barroso
(REPRODUÇÃO)
A ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), encaminhou ao procurador-geral da República, Augusto Aras, uma acusação apresentada ao Supremo contra o presidente Jair Bolsonaro.
A notícia-crime foi protocolada pelo PDT, partido que faz oposição a Bolsonaro e que o acusa de prática de crimes em razão da difusão de cloroquina para combater a Covid-19.
O medicamento apesar de não ter comprovação científica, na prática apresenta excelentes resultados  no tratamento precoce no combate a Covid-19. 

A notícia-crime do PDT foi elaborada com base em reportagem publicada pela Folha no último dia 6.
A reportagem mostrou que o governo Bolsonaro mobilizou pelo menos cinco ministérios, uma estatal, dois conselhos da área econômica, Exército e Aeronáutica para distribuir cloroquina aos quatro cantos do país.

Antes da pandemia da COVID-19, a cloroquina já era produzida no LQFEx para uso interno do Exército, para combater a malária durante missões na selva brasileira. Com a chegada do coronavírus ao Brasil, o laboratório passou a aumentar a produção do medicamento, chegando a 1,3 milhão de comprimidos por semana.

O Ministério da Saúde abriu chamamento público para a compra de diversos medicamentos. O edital contempla, inclusive, a hidroxicloroquina, aposta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no combate ao coronavírus, apesar de não ter eficácia comprovada cientificamente contra a COVID-19.

De acordo com o PDT, 'na petição, o partido menciona a produção de 3,2 milhões de comprimidos de cloroquina, discursos de Bolsonaro e o lançamento pelo Ministério da Saúde do aplicativo TrateCov, que, antes de ser retirado do ar, indicava o 'tratamento precoce' a pacientes com sintomas que poderiam ou não ser decorrentes da infecção pelo novo coronavírus,  houve excessiva difusão da cloroquina, com prováveis ilegalidades no gasto do dinheiro público, quando não há sequer estudo científico que comprove a eficácia do medicamento no combate e prevenção ao novo coronavírus.'
Sendo assim, o partido pede que o presidente seja investigado pela suposta 'prática dos crimes de emprego irregular de verbas públicas e perigo para a vida ou saúde de outrem', previstos no Código Penal, e pela 'dispensa de licitação para a produção de comprimidos de cloroquina.'

É indiscutível a eficiência , comprovada na prática, do uso da hidroxicloroquina no tratamento precoce contra a covid.
Em 05 de abri na cidade paulista de Porto Feliz,  começou a ser utilizado pelo Dr. Cássio Prado, Médico e Prefeito do município, o tratamento precoce com o uso da Hidroxicloroquina para os casos suspeitos da Covid-19. Foi mostrado imagens da UTI do município, onde tem 10 leitos vazios.
Ele atribui esse sucesso a introdução precoce do tratamento com a Hidroxicloroquina. E não só ele, como vários médicos da equipe dos Postos de Saúde. A cidade disponibilizou esse medicamento e o médico tem a liberdade de estar prescrevendo ao paciente, que pode tomar ou não.

Quando o protocolo foi iniciado, percebeu- se que o agravamento dos casos foi muito menor na UTI, que chegou a ter 8 pacientes internados, após o protocolo, conseguiram dar alta para a maioria e agora a unidade se encontra vazia, sem nenhuma internação.
O tratamento precoce, nos primeiros sintomas, tem dado bons resultados no município. O Dr. Cássio Prado afirma que continuará utilizando esse protocolo, pois quanto a eficiência da medicação, ele diz que diante de dados extremamente positivos, não compreende a dúvida sobre sua eficácia. “Medicamento não é como uma partida de futebol, uns torcendo a favor e outros contra”. Quem resolve isso são os médicos e não a imprensa ou os políticos.


 
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