05/02/2021 às 12h42min - Atualizada em 05/02/2021 às 12h42min

Auxílio Emergencial pode voltar, mas somente em caso de calamidade pública

O retorno do auxílio emergencial ainda é uma possibilidade para os cofres do governo, mas deve retornar com um planejamento orçamentário mais "focalizado." Caso o benefício seja distribuído novamente, cerca de 32 milhões de pessoas podem ser contempladas, declarou o ministro.

Cristina Barroso
(REPRODUÇÃO)
Em pronunciamento nesta quinta-feira (4), ao lado do novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, o ministro Paulo Guedes disse que o auxílio emergencial pode retornar, mas apenas para metade dos beneficiários. O chefe da pasta econômica condicionou a volta do pagamento a “cláusulas necessárias”.
Uma nova rodada do Auxílio Emergenial ainda pode ser concedida pelo governo, mas só será distribuída em caso de "calamidade pública".
O retorno do auxílio emergencial ainda é uma possibilidade para os cofres do governo, mas deve retornar com um planejamento orçamentário mais "focalizado." Caso o benefício seja distribuído novamente, cerca de 32 milhões de pessoas podem ser contempladas, declarou o ministro.

– Se nós dispararmos as cláusulas necessárias, dentro de um ambiente fiscal robusto, já mais focalizado, em vez de 64 milhões, [o valor do auxílio emergencial] pode ser a metade disso, porque a outra metade retorna para os programas sociais já existentes. [Em relação a] Isso, nós vamos nos entender rapidamente, porque a situação do Brasil exige essa rapidez – afirmou o ministro.

O número é pouco menos da metade dos 67,9 milhões de brasileiros que receberam o auxílio emergencial em 2020, durante o começo da pandemia do coronavírus. "Estamos preparados para fazer as coisas dentro das proporções", indica Paulo Guedes.
De acordo com Guedes, o novo auxílio emergencial seria focado apenas em brasileiros que não recebem nenhum tipo de benefício estatal. Com isso, os integrantes do Bolsa Família, por exemplo, seriam excluídos da nova onda.

O ministro também disse que o governo está preparado para oferecer uma resposta rápida para a população com o auxílio emergencial. Porém, o benefício só será liberado caso um estado de "calamidade pública" seja deflagrado.
"Nós temos como orçamentar isso, desde que seja dentro de um novo marco fiscal", explica o ministro da Economia. "Se o Congresso aciona o estado de calamidade, temos condição de reagir rapidamente."
Os debates sobre o retorno do auxílio emergencial em 2021 acontecem desde janeiro, mas nenhuma decisão concreta foi tomada. A eleição da Câmara ocorreu nesta semana e, após a aprovação do orçamento da União, que deve ocorrer até março, pode ser que as conversas sobre a distribuição do benefício voltem a avançar.
 
 
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