04/02/2021 às 18h03min - Atualizada em 04/02/2021 às 18h03min

OMS alerta para impacto da pandemia no tratamento do câncer

Houve interrupção dos serviços em um terço dos países da região

Vinicius Mariano
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, nesta quinta-feira (4), para o impacto da pandemia de coronavírus no tratamento do câncer, que considerou catastrófico, apontando interrupções nos serviços em um terço dos países da região.

"O impacto da pandemia sobre o câncer na região é catastrófico", disse o diretor da OMS na Europa, Hans Kluge, no Dia Mundial do Câncer.

Entre os 53 países da região para a OMS (incluindo vários da Ásia Central), um em cada três países interrompeu parcial ou totalmente os seus serviços oncológicos por causa da mobilização contra a pandemia e das restrições de viagens.

"Alguns países tiveram escassez de medicamentos anticancerígenos e muitos registraram queda significativa em novos diagnósticos de câncer, mesmo em países mais ricos", observou Kluge, em comunicado, atribuindo o agravamento das desigualdades à crise económica.

Na Holanda e na Bélgica, durante o primeiro confinamento na primavera de 2020, o número de casos diagnosticados caiu de 30% a 40% e no Quirguistão caiu 90% em abril de 2020, disse o diretor.

A OMS prevê que os atrasos no diagnóstico e tratamento no Reino Unido levem a um aumento de 15% nas mortes por câncer colorretal e 9% por câncer de mama nos próximos cinco anos.

Na Europa, o câncer, o diabetes e as doenças respiratórias crónicas são responsáveis por mais de 80% das mortes a cada ano.

A OMS pretende mobilizar novamente as autoridades, com uma iniciativa focada especialmente na prevenção, detecção precoce e acesso para todos ao diagnóstico e tratamento.

Cortes no estado de SP
Apesar de a OMS ter mencionado a Europa, o continente não é o único a sofrer com tal esse problema. Conforme noticiou o Tribuna Nacional, em São Paulo, o governador João Doria (PSDB), cortou, em janeiro, 12% do repasse que o Estado fazia às Santas Casas, o que equivale a aproximadamente 80 milhões que cada hospital recebia. O corte afetou, em alguns hospitais do Estado, como a Santa Casa de Sorocaba, principalmente o setor de oncologia, responsável por tratar pacientes com câncer. 
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