03/02/2021 às 10h25min - Atualizada em 03/02/2021 às 10h25min

Frias declara que obra do Museu do Ipiranga é do Governo Federal e não do estadual como afirmou Dória

“O Secretário Sérgio Sá Leitão, para chamar uma obra de “sua” deveria ter realizado a obra com recursos estaduais; Recursos que poderiam ter vindo do PROAC ICMS, mas eles optaram pelo incentivo federal. Então, a obra é do Governo Federal” – destacou Frias.

Cristina Barroso
(REPRODUÇÃO)
Após declarações do secretário de Cultura de SP, Sergio Sá Leitão, de que a gestão federal teria participação em apenas um terço do orçamento da obra, o secretário especial da Cultura, Mario Frias, usou as redes sociais na terça-feira (2) para rebater alegações feitas pelo governo de São Paulo e defender que as obras do importante Museu do Ipiranga, na capital paulista, são custeadas pelo governo federal.

“O Secretário Sérgio Sá Leitão, para chamar uma obra de “sua” deveria ter realizado a obra com recursos estaduais; Recursos que poderiam ter vindo do PROAC ICMS, mas eles optaram pelo incentivo federal. Então, a obra é do Governo Federal” – destacou Frias.

Somente após visitar o local, na quinta-feira (28), Frias constatou que a gestão Doria estava divulgando a obra como se fosse do governo de SP. O secretário, então, afirmou que solicitou que sua equipe notificasse a gestão Doria, além de classificar a atitude como “palanque eleitoral”.

“Tendo o compromisso com a verdade e, ciente da necessidade de combater o uso político-partidário para palanque eleitoral dos recursos federais, já solicitei à minha equipe de fiscalização que notificasse o proponente, no intuito de que o mesmo retire do material de divulgação a logomarca estadual (como um dos realizadores da obra), tendo em vista que não arcou com nenhuma parte do custo da reforma”, escreveu Frias.
Ainda na terça, Frias também rebateu uma publicação feita pelo governador João Dória, na segunda-feira (1°), em que o tucano repetia o argumento apontado por seu secretário de Cultura de que o governo federal seria responsável por apenas um terço do valor da obra.

O secretário de Cultura federal publicou, um extrato de posição financeira da obra com a discriminação dos valores obtidos de cada uma das fontes. No documento, mais de R$ 80 milhões são declarados como captados do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). Já da parceria privada, entre a Fundação Banco do Brasil, Vale e Pinheiro Neto, o valor foi de pouco mais de R$ 19 milhões. Tal fato, de acordo com Frias, resultaria em um total de mais de 81% de contribuição via recursos federais para a obra.


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