24/01/2021 às 04h53min - Atualizada em 24/01/2021 às 04h53min

Ex-chefe do Vaticano é condenado por peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita.

Além disso, o ex-líder do também chamado “Banco do Vaticano” precisará pagar uma multa de 12,5 mil euros.

Cristina Barroso
(REPRODUÇÃO)
O ex-presidente do Instituto para Obras da Religião (IOR) Angelo Caloia, 81 anos, foi condenado a oito anos e 11 meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro, peculato e apropriação indébita agravada pelo tribunal do Vaticano.
Além disso, o ex-líder do também chamado “Banco do Vaticano” precisará pagar uma multa de 12,5 mil euros.
Na sentença, foi determinada a mesma condenação para Gabriele Liuzzo, 97, que atuava como advogado de Caloia na época dos crimes.

Ele se tornou a autoridade do Vaticano de mais alto escalão a ser condenada por um crime financeiro.

Também foram condenados Gabriele Liuzzo, 97, e seu filho Lamberto Liuzzo, 55, ambos advogados italianos que eram consultores do banco.
Os três foram acusados ​​de participar de um esquema no qual eles desviaram dinheiro enquanto administravam a venda de um imóvel italiano de propriedade do banco entre 2001-2008.

Alegadamente, eles desviaram dezenas de milhões de euros ao declarar muito menos do que o valor real da venda.
Gabeiele Liuzzo foi condenado à mesma pena que Caloia, enquanto Lamberto Liuzzo foi condenado a cinco anos e dois meses. Todos negaram irregularidades durante o julgamento, que começou em 2018.
 
 
 
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