22/01/2021 às 14h51min - Atualizada em 22/01/2021 às 14h51min

Racha no MBL a favor e contra o impeachment de Bolsonaro.

– A melhor alternativa é Marcel Van Hattem, não significa aderir ao Bolsonarismo, mas ter a consciência de que qualquer candidatura do centrão representa tudo o que sempre combatemos. Repito: se eu fosse deputado federal meu voto seria Marcel – argumentou Fernando Holiday.

Cristina Barroso
(REPRODUÇÃO )
O Movimento Brasil Livre (MBL), um grupo que ficou famoso, nacionalmente, por fazer críticas a partidos de esquerda, corruptos e por liderar protestos a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, “rachou” por causa das eleições para a presidência da Câmara dos Deputados. Isso porque parte da liderança do MBL (composto por jovens recém-chegados na política) está favorável à candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP); enquanto outros, como o vereador Fernando Holiday, declararam apoio a Marcel van Hattem (NOVO-RS).

O movimento (MBL) elegeu alguns de seus principais membros, usando o nome do Bolsonaro e após a eleição mudaram totalmente a postura política que os elegeu.
O grupo passou a defender os partidos de centro-esquerda, associaram-se aos adversários do presidente Bolsonaro, cujo apoio foi fundamental para que fossem eleitos. Hoje esses integrantes do MBL estão ao lado dos políticos traíras, que usaram o nome do Bolsonaro para se eleger e depois de eleitos querem derrubar o presidente.



O racha nas opiniões do grupo se tornou evidente após Van Hattem afirmar em entrevista à Jovem Pan na última terça-feira (19) que não via motivos para o afastamento de Bolsonaro em razão da pandemia e que “impeachment sem crime de responsabilidade é tumulto na democracia”.
A declaração do parlamentar foi ironizada por integrantes do grupo de jovens políticos, que compararam à frase dele a de deputados petistas, durante o impeachment de Dilma. Após as críticas, van Hattem revidou dizendo que se tratava de uma campanha de destruição de reputação.

O deputado estadual Arthur do Val “Mamãe Falei”, outro líder do movimento, entrou na discussão e afirmou que Van Hattem devia escolher de que “lado” militaria.
Em meio à crescente discussão, o vereador Fernando Holiday, outra figura importante do MBL, veio à público com um posicionamento contrário aos dos seus colegas.

– A melhor alternativa é Marcel Van Hattem, não significa aderir ao Bolsonarismo, mas ter a consciência de que qualquer candidatura do centrão representa tudo o que sempre combatemos. Repito: se eu fosse deputado federal meu voto seria Marcel – argumentou Fernando Holiday.

Entre os nomes do Novo que são contrários à discussão de um impeachment estão não apenas Van Hattem, mas o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), e o deputado federal Paulo Gamine (Novo-RJ), líder da bancada na Câmara.
João Amoêdo, entretanto, um dos fundadores da legenda e ex-candidato à presidência da República, tem se manifestado a favor do afastamento do presidente desde a saída do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, do governo.
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