19/01/2021 às 22h00min - Atualizada em 19/01/2021 às 22h00min

PSOL pede ao STF que proíba o tratamento precoce que salva vidas contra a Covid-19 e incentive a vacina com 50% de eficácia.

“Entendemos que a Covid-19 é uma doença que hoje tem tratamento e a melhor resposta acontece quando abordada precocemente, como toda e qualquer doença. Nossas estratégias de tratamento são simples de serem aplicadas, são multiplicadas e, com elas, temos prevenido internações e evitado óbitos”, disse o médico Luciano Dias Azevedo.

Cristina Barroso
(REPRODUÇÃO)
O Movimento Brasil Vencendo a Covid-19, conta hoje com10 mil médicos espalhados pelo Brasil. 
Desde meados de abril, eles se comunicam por meio de aplicativos para trocar informações sobre o tratamento contra o novo coronavírus a partir da experiência clínica de cada um no atendimento aos pacientes.

“Entendemos que a Covid-19 é uma doença que hoje tem tratamento e a melhor resposta acontece quando abordada precocemente, como toda e qualquer doença. Nossas estratégias de tratamento são simples de serem aplicadas, são multiplicadas e, com elas, temos prevenido internações e evitado óbitos”, disse o médico Luciano Dias Azevedo.

Segundo ele, nos pacientes acolhidos desde os primeiros sintomas, a evolução é acompanhada sistematicamente e cada fase da doença é tratada o mais precoce possível.

“Aprendemos, com o atendimento precoce, que atacar o vírus já na fase inicial da doença usando remédios simples, como a hidroxicloroquina, a azitromicina, o zinco, junto com outros medicamentos, torna essa doença mais branda e impede que a maioria dos doentes se agrave”, explicou Luciano Dias Azevedo.

“Isso faz com que consigamos tratar a maioria dos pacientes, ainda que piorem, sem a necessidade de internação e no conforto dos seus lares”, disse o médico.

Nesta terça-feira, 19, o PSOL pediu que o STF proíba o governo Bolsonaro de veicular qualquer informação que incentive o uso de medicamentos sem comprovação científica como forma de tratamento precoce contra a covid-19, como por exemplo cloroquina, nitazoxanida, hidroxicloroquina e ivermectina contradizendo o que a classe médica a frente do combate a pandemia orienta.

Desde quando partido político tem capacidade ou prerrogativa para aconselhar ou desaconselhar tratamento médico?
Desde quando partido político pode sobrepor ao Ministério da Saúde?

O pedido foi adicionado à ADPF 756, que versa sobre a obrigação de o governo Federal proceder à vacinação contra o coronavírus. O relator é o ministro Lewandowski.
Outro pedido do partido é que o governo de Jair Bolsonaro seja constrangido a começar imediatamente a campanha dos benefícios da vacinação contra a covid-19.
Segundo a legenda, "é inaceitável que o governo continue opondo tratamento precoce à vacinação.
Não há medicamentos com efeitos comprovados contra a Covid-19. É hora de dar um ponto final à desinformação do governo Bolsonaro. Chega".
Inaceitável é um partido político tentar interferir numa determinação do poder Executivo.

A legenda alega que, em meio a uma nova onda de covid-19, a prefeitura de Manaus foi pressionada pelo ministério da Saúde do governo Jair Bolsonaro a distribuir remédios sem eficácia comprovada para tratar seus pacientes, como cloroquina e ivermectina. O resultado trágico, ressaltou o partido, foi a falta até de oxigênio para o tratamento dos casos mais graves da doença na cidade.
Esse partido esqueceu de mencionar a verba milionária disponibilizada pelo governo Federal para uso exclusivo no combate a pandemia e que não foi declarada e nunca foi usada para compra de equipamentos hospitalares, contratação de profissionais de saúde, medicação e oxigênio, sendo a principal responsável pela calamidade pública da saúde no Amazonas.
O povo amazonense paga essa conta altíssima pela irresponsabilidade e ganância de seus gestores.
 
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