19/01/2021 às 21h09min - Atualizada em 19/01/2021 às 21h09min

China atrasa insumos para produção da vacina CoronaVac, com 50% de eficácia, em parceria com o Instituto Butantan.

Membros do alto escalão do governo Jair Bolsonaro admitem que a relação conturbada do País com a China tem impedido a importação de insumos para a produção das vacinas contra o coronavírus.

Cristina Bolsonaro
(REPRODUÇÃO)
Membros do alto escalão do governo Jair Bolsonaro admitem que a relação conturbada do País com a China tem impedido a importação de insumos para a produção das vacinas contra o coronavírus.
É desgastante ter que  comprar insumos para produção da vacina do país que produziu o vírus.
O receio é o de que não chegue ao Brasil o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), princípio ativo da CoronaVac, vacina com eficácia de 50% produzida pelo Instituto Butantan (SP) em parceria com  o laboratório chinês Sinovac.
O país que submeteu o mundo a essa pandemia, agora boicota os insumos para a produção da vacina com 50% de eficácia, caso o governo não acene com uma reaproximação política.
 
De acordo com integrantes do governo, a ordem agora é para uma reaproximação com o governo chinês. Até o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, tem mantido contato diário com o seu correspondente chinês.
 
Parceiro dos Estados Unidos e do presidente Donald Trump, Bolsonaro atacou a China em várias ocasiões.
Um dos ataques aconteceu em outubro, quando ele disse que o governo não compraria vacina do país asiático.  "Alerto que não compraremos vacina da China", disse.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), submisso ao embaixador da China, Yang Wanming, marcou uma audiência de urgência para falar sobre o atraso no envio de insumos para a fabricação de vacinas no Brasil.
 
Integrantes da equipe econômica e do Ministério da Saúde, comandado pelo general Eduardo Pazuello, afirmaram que "incidentes diplomáticos" atrasaram a chegada dos insumos para a produção da vacina de Oxford comprados da China.
De acordo com auxiliares do ministro da Economia, Paulo Guedes, foi à declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ao embaixador da China em Brasília, Yang Wanming, em novembro do ano passado que contrariou o governo chinês.
Na época, o parlamentar disse que o governo brasileiro declarou apoio a uma "aliança global para um 5G seguro, sem espionagem da China".

Atualmente, o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking global de casos de coronavírus (8,5 milhões), atrás de Índia (10,5 milhões) e Estado Unidos (24,6 milhões) e também registra um número ainda maior de casos de cura.
Muitos municípios baixaram consideravelmente o número de infectados com o uso da medicação preventiva que a grande mídia insiste na falácia de não possuir comprovação científica.
Na prática constatamos o sucesso da medicação preventiva, sem efeitos colaterais.
 
 
 
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