12/01/2021 às 19h27min - Atualizada em 12/01/2021 às 19h27min

CoronaVac tem somente 50% de eficácia no combate a Covid-19, informa o Instituto Butantan.

O dado foi informado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no pedido de registro emergencial e atinge o mínimo de 50%, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela própria agência.

Cristina Barroso
(REPRODUÇÃO)
Em uma coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (12), em São Paulo, o Intituto Butantan informou que a vacina CoronaVac, imunizante contra a Covid-19 da farmacêutica chinesa Sinovac e desenvolvida em parceria com Butantan, registrou 50,38% de eficácia geral nos testes realizados no Brasil.
O dado foi informado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no pedido de registro emergencial e atinge o mínimo de 50%, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela própria agência.

A taxa de eficácia aponta a capacidade da vacina em proteger todos os casos, sejam leves, moderados ou graves.
“Ela tem todos os requisitos que justificam o seu uso emergencial. Temos hoje, talvez, uma das melhores vacinas do mundo”, disse o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

Na semana passada, o Butantan informou eficácia de 78% na prevenção de casos leves e 100% de pacientes moderados, graves ou mortos evitados pela CoronaVac. O número atual inclui pessoas que foram infectadas pelo coronavírus, mas não tiveram sintomas que precisassem de atenção na fase 3 do estudo no Brasil. O imunizante foi testado em 13.060 voluntários no país.
Ao longo do ensaio, que começou em julho, 218 pessoas foram infectadas. Destas, 160 tinham recebido placebo e 60 a vacina. Todos os voluntários, profissionais de saúde no ensaio brasileiro, foram testados para o novo coronavírus.
 
 Ao todo, a vacina foi testada em sete estados (incluindo Minas) e no Distrito Federal, com 13 mil voluntários, desde julho de 2020. Os resultados deveriam ter sido divulgados em 23 de dezembro, mas foram informados somente nesta quinta.
Ricardo Palácios, diretor médico de pesquisa clínica do Butantã, afirmou que a taxa de eficácia menor do que a apresentada inicialmente foi uma “decisão consciente” para que os estudos da fase 3 atingissem de forma mais rápido o número mínimo de casos positivos exigidos: “A vantagem é termos um estudo mais rápido. Estávamos sacrificando eficácia para aumentarmos o número de casos e termos uma resposta mais rápida. Foi uma decisão arriscada, mas precisávamos dessa resposta rápido”.
 
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