04/01/2021 às 09h51min - Atualizada em 04/01/2021 às 09h51min

Justiça britânica decide não extraditar Julian Assange, fundador do WikiLeaks, para os EUA

Juíza tomou essa decisão levando em consideração a saúde mental de Assange

Vinicius Mariano
A juíza Vanessa Baraitser, de Londres, recusou, nessa segunda-feira (4), um pedido dos EUA para extraditar o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, sob acusações de espionagem. A juíza alegou que devido ao estado de saúde mental de Assange, que está debilitado, seria "opressivo" extraditá-lo.

"Assange provavelmente cometeria suicídio se fosse enviado aos Estados Unidos", disse a juíza.

Assange enfrenta 18 acusações nos Estados Unidos relacionadas à divulgação em 2010 pelo WikiLeaks de 500.000 (quinhentos mil) arquivos secretos detalhando aspectos de campanhas militares no Afeganistão e no Iraque. Se condenado lá, poderia pegar até 175 anos de prisão

Os promotores dos EUA indicaram que vão apelar da decisão.

O advogado Edward Fitzgerald disse que solicitaria fiança para Assange na quarta-feira, enquanto se aguarda o recurso.

Revelações no Brasil
Em 2009, o WikiLeaks vazou diversos documentos, dentre eles, um que mostrava que a ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (MDB), possuia, em 1999, 150 milhões de dólares nas Ilhas Caimãs, um dos maiores paraísos fiscais do mundo.
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