18/12/2020 às 18h47min - Atualizada em 18/12/2020 às 18h47min

O jornalista Oswaldo Eustáquio é preso novamente.

Eustáquio divulgou um vídeo relativo ao candidato a prefeito de São Paulo, Guilherme Boulos (PSol), onde constatava a contratação, por Boulos, de empresas laranjas com dinheiro público.

Cristina Barroso
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A Polícia Federal cumpriu na manhã desta terça-feira (17/11) mandado de busca e apreensão contra o jornalista Oswaldo Eustáquio, após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moares, que determinou ainda a sua prisão domiciliar.
A decisão se deu pelo descumprimento das medidas cautelares diversas da prisão indevidamente imposta ao jornalista em julho deste ano.
Na ocasião, ele havia sido preso no âmbito do inquérito inconstitucional que investiga a organização e o financiamento de atos ditos "antidemocráticos". 

O ministro ressaltou que Eustáquio saiu do Distrito Federal  em viagem para São Paulo sem prévia autorização, além de ter utilizado redes sociais — restrições que foram impostas a ele. Conforme o ministro, o jornalista usou as redes “para divulgação de notícias fraudulentas, que foram alvo de suspensão pela Justiça”.

Eustáquio divulgou um vídeo relativo ao candidato a prefeito de São Paulo, Guilherme Boulos (PSol), onde constatava a contratação, por Boulos, de empresas laranjas com dinheiro público.

No último dia 15, a Justiça Eleitoral determinou a suspensão da conta do YouTube do jornalista, ressaltando que os vídeos divulgados por ele são “delitos contra a honra em âmbito eleitoral, pois tratam dos crimes de divulgação de informação sabidamente inverídica, difamação e calúnia, realizados com propósito eleitoral.

Não se tem notícias de investigação por parte da Justiça eleitoral, sobre o envolvimento de Boulos na contratação das empresas laranjas, visto que a denúncia foi feita também por outro jornalista e candidato a prefeitura de SP, Celso Russomano.
 
 
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