16/12/2020 às 11h46min - Atualizada em 16/12/2020 às 11h46min

Indicado ao Nobel da paz denuncia presidente da OMS no Tribunal Penal Internacional

O economista David Steinman acusa Tedros Adhanom de crimes contra a humanidade quando foi ministro da ditadura da Etiópia

Vinicius Mariano
David Steinman, economista americano indicado ao Prêmio Nobel da Paz, acusou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, de auxiliar no genocídio na Etiópia. Steinman diz que Adhanom tomou "decisões cruciais' que dirigiram as ações das forças de segurança da Etiópia de 2013 a 2015, período o qual a ditadura socialista que governa a Etiópia aumentou a repressão contra os cidadãos, época que Tedros era ministro das relações exteriores do país.

Criado em Tigray, ele também serviu como ministro da saúde da Etiópia de 2005 a 2012 antes de ser eleito diretor-geral da OMS em 2017, o primeiro africano a assumir o cargo. Como ministro da saúde da Etiópia, Adhanom escondeu 3 epidemias de cólera que ocorreram no país.

Devido a essas ações, David Steinman denunciou Tedros perante o Tribunal Penal Internacional, sob a acusação de que ele 'era um tomador de decisões crucial em relação às ações do serviço de segurança que incluíam matar, prender e torturar etíopes'. 

Steinman, em sua acusação, também alega que o chefe da OMS supervisionou 'a matança e danos físicos e mentais graves infringidos a membros das tribos Amhara, Konso, Oromo e Somali com a intenção de destruí-las'. 

Tedros negou as acusações e qualquer irregularidade, no entanto, não provou que elas são falsas.
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