15/12/2020 às 16h35min - Atualizada em 15/12/2020 às 16h35min

O MPF da Bahia pede prisão preventiva de Maurício Barbosa, mas pedido foi recusado por ministro do STJ.

O Ministério Público Federal (MPF) requereu que o titular da SSP-BA fosse alvo de mandados de prisão, porém o pedido foi recusado pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Cristina Barroso
(REPRODUÇÃO)
A decisão cautelar do ministro Og Fernandes, que resultou nas fases 6 e 7 da Operação Faroeste nesta segunda-feira (14) traz detalhes do pedido de prisão preventiva em desfavor do secretário afastado de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa.
O Ministério Público Federal (MPF) requereu que o titular da SSP-BA fosse alvo de mandados de prisão, porém o pedido foi recusado pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

Sobre o pedido de prisão de Maurício Barbosa, o tribunal avaliou que “ainda que haja nos autos registro de conversas gravadas da desembargadora Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo - nas quais insinua que o imputado [Maurício Barbosa] utiliza desse poder para ameaçar aqueles que se opõem aos seus interesses - não há, até então materialidade comprovada que autorize a decretação da drástica medida da segregação cautelar”. 
O afastamento da Secretaria de Segurança Pública da Bahia foi a menor das imputações que poderiam atingir Maurício Barbosa nas 6ª e 7ª fases da Operação Faroeste, deflagrada nesta segunda-feira (14).

Segundo o pedido do MPF, o titular afastado da SSP-BA “exerceria papel central na garantia da impunidade dos diversos núcleos criminosos”. “Ele [Maurício Barbosa] teria demonstrado sua periculosidade social na condução do cargo quando da deflagração da Operação Fake News pela SSP-BA, em julho de 2019, cuja finalidade escusa consistiria em neutralizar os opositores do esquema criminoso liderado por Adailton Maturino”, cita Og Fernandes.

De acordo com a decisão do ministro, o MPF argumentou que Maurício Barbosa fazia parte do que chamou de “Núcleo de Defesa Social”, formado também pela ex-procuradora-geral de Justiça, Ediene Lousado, e pela chefe de gabinete de Barbosa, Gabriela Caldas Macedo, para proteger a organização criminosa de Adailton Maturino dos Santos. Para favorecer o grupo, o MPF argumentou que a SSP manipulou operações policiais e grampos ilegais para chantagear quem fizesse oposição ao quase cônsul. Entre as operações estão a Oeste Legal, a Immobilis, a Leopoldo, a Vortigen e a Fake News.

O MPF destacou esta última, deflagrada em julho de 2019, cujo objetivo seria afastar opositores ao esquema liderado por Maturino, após a circulação da publicação “Era uma vez no Oeste”, que continha parte dos fatos investigados pela Operação Faroeste e fotos dos envolvidos.





 
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