10/12/2020 às 13h55min - Atualizada em 10/12/2020 às 13h55min

​Anvisa identifica pontos fora do padrão em fábrica da Sinovac na China

Informações foram obtidas pela revista Veja

Vinicius Mariano
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) identificou diversos pontos fora dos padrões exigidos pelo Brasil após a inspeção feita na na fábrica da Sinovac, empresa chinesa que irá fornecer a vacina Coronavac. As informações são da revista Veja. Segundo a revista, as falhas encontradas são de questões menores, mas existem pontos de maior relevância que precisam ser corrigidos para que a vacina chinesa seja aprovada pela ANVISA no Brasil.

Embora a CoronaVac ainda não tenha sido aprovada pela ANVISA no Brasil, o governador de São Paulo, João Doria, anunciou que a vacinação no Estado começará no dia 25 de janeiro e não será necessário ser paulista para adquirir o imunizante. Além disso, o governador Flávio Dino, do Maranhão, entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal para que os Estados possam comprar vacinas que não foram aprovadas pela ANVISA, mas sim por agências internacionais.

Riscos
Conforme mostrou o Tribuna Nacional, com informações obtidas do Washington Post, o presidente (CEO) da Sinovac já pagou propinas para as autoridades chinesas liberar suas vacinas. Embora tais imunizantes, cuja aprovação foi fruto de propina, não apresentaram efeitos colaterais, governos deveriam ter cautela ao confiar em uma empresa desse tipo segundo o médico norte-americano Arthur Caplan. “O fato de a empresa ter um histórico de suborno lança muitas dúvidas sobre suas alegações de dados não publicados e não revisados ​​por especialistas sobre sua vacina”, disse Caplan, que é diretor da divisão de ética médica do New York University Langone Medical Center. “Mesmo em uma pandemia, uma empresa com um histórico moralmente duvidoso deve ser tratada com grande cautela em relação às suas reivindicações”.
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