09/12/2020 às 20h58min - Atualizada em 09/12/2020 às 20h58min

Bolsonaro zera alíquota de imposto para a importação de armas de fogo e Maia se aborrece.

A declaração foi dada após o Ministério da Economia anunciar que zerou a alíquota do imposto para importação de revólveres e pistolas já a partir de 1º de janeiro de 2021.

Cristina Barroso
(REPRODUÇÃO)
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), criticou nesta quarta-feira (9) o decreto do presidente Jair Bolsonaro  que zera impostos para a importação de armas de fogo.
A declaração foi dada após o Ministério da Economia anunciar que zerou a alíquota do imposto para importação de revólveres e pistolas já a partir de 1º de janeiro de 2021.
 
O deputado falou em "falta de prioridade" em meio a incertezas em relação à imunização durante a pandemia da Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).
Prioridade de quem? A prioridade do governo é o bem estar e a segurança do povo.
O presidente Bolsonaro já declarou que o governo comprará a vacina da Pfizer produzida em conjunto com a BioNTech, e não a vacina chinesa produzida em parceria com o Instituto Butantã. Esse pequeno detalhe está tirando o sono dos parlamentares que se comprometeram com a compra da vacina chinesa.
 
"No dia em que estamos debatendo a polêmica da vacina e como a compra das doses será resolvida, o governo vai e isenta a importação de armas", disse o presidente da Câmara em entrevista coletiva.
"Nos deixa perplexos a falta de prioridade e sensibilidade do governo. As pessoas estão perdendo as vidas, o número de infectados aumentando, hospitais sem leitos de UTI e nós vemos isenção para importação de arma", completou Maia.
 
Na última terça-feira (1), o governo chegou a apresentar um plano de vacinação contra a Covid-19.
 
Na versão preliminar do plano, a vacina não será obrigatória como desejam governadores e o presidente da Câmara dos deputados Rodrigo Maia, e será dividido em quatro etapas de vacinação.
O governo federal prevê uma campanha com 109,5 milhões de doses da vacina.
Profissionais da saúde, idosos, indígenas, professores, forças de segurança e presos seriam os grupos prioritários.
Segundo Maia, o Congresso deve votar amanhã um projeto sobre a vacina. "Nós vamos enfrentar esse tema, esperamos que o governo possa ter convergência".
 
Em entrevista à CNN Brasil, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou que a vacinação emergencial contra a Covid-19 pode começar ainda em dezembro com doses da vacina da Pfizer produzida em conjunto com a BioNTech.
No entanto, o ministro elencou condições necessárias para que isso aconteça como a aprovação da ANVISA.
 
 
 
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