29/11/2020 às 23h31min - Atualizada em 29/11/2020 às 23h31min

Irã promete vingança contra Israel pelo assassinato do proeminente cientista iraniano.

"Terroristas hoje assassinaram um proeminente cientista iraniano. Esta covardia - com sérios indícios do papel de Israel - mostra a guerra desesperada de seus executores"

Cristina Barroso
(REPRODUÇÃO)
O Irã acusou nesta de sexta-feira (27) Israel de "desempenhar um papel" no assassinato do cientista iraniano Mohsen Fakhrizadeh que trabalhava no setor nuclear e alertou que uma "terrível vingança" aguardava os envolvidos no que Teerã chamou de "ato terrorista".

"Terroristas hoje assassinaram um proeminente cientista iraniano. Esta covardia - com sérios indícios do papel de Israel - mostra a guerra desesperada de seus executores", tuitou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif.
Ele também exortou a comunidade internacional a "pôr fim às suas vergonhosas posições ambivalentes e condenar este ato terrorista".

O Departamento de Estado dos Estados Unidos indicou em 2008 que Fakhrizadeh estava realizando "atividades e transações que contribuíam para o desenvolvimento do programa nuclear do Irã".
O cientista foi descrito pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu como o "pai" do programa de armas nucleares do Irã.

Já o jornal iraniano Kayhan publicou neste domingo (29) um artigo incentivando um ataque a cidade portuária israelense de Haifa, se for confirmado que Israel matou o cientista fundador do programa nuclear militar do Irã, Mohsen Fakhrizadeh, na última sexta-feira (27).
No artigo, o analista iraniano Sadollah Zarei argumenta que as respostas anteriores do Irã a ataques aéreos israelenses que mataram agentes da Guarda Revolucionária não foram suficientes para deter Israel. O artigo deste domingo sugeriu ações que destruam instalações e também provoquem “pesadas perdas humanas”.

O governo de Israel não fez comentários sobre o assassinato, mas, segundo a emissora israelense N12, foi emitido um alerta para as embaixadas do país ao redor do mundo.

Agências de inteligência dos EUA e inspetores nucleares do país disseram que o programa nuclear militar organizado que Fakhrizadeh supervisionou foi dissolvido em 2003, mas as suspeitas israelenses sobre o programa atômico de Teerã e seu envolvimento nunca cessaram.

O parlamento iraniano realizou neste domingo uma audiência a portas fechadas sobre a morte de Fakhrizadeh.
O chefe do Estado-Maior, general Mohammad Baghéri, afirmou que "uma terrível vingança" aguardava "os grupos terroristas e os responsáveis ​​e executores deste atentado covarde".
A morte de Mohsen Fakhrizadeh é um "golpe duro e amargo", tuitou Baghéri, segundo a agência de notícias estatal Irna, garantindo que os iranianos "não terão descanso até que tenhamos caçado e punido as pessoas envolvidas”.
 
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