27/11/2020 às 16h58min - Atualizada em 27/11/2020 às 16h58min

Espanha e Bélgica pretendem limitar reuniões familiares no Natal.

Não bastasse o lockdown nacional, medida sem eficácia comprovada, a Bélgica ameaça inspecionar casa a casa para evitar aglomerações durante as festas cristãs de fim de ano.

Cristina Barroso
(REPRODUÇÃO)
A Espanha pretende limitar as festas cristãs com reuniões familiares e sociais com no máximo seis pessoas durante os feriados Natalinos com um confinamento noturno a partir de 1h da manhã nas noites de 24 e 31 de dezembro, véspera de Natal e véspera de Ano Novo.

O projeto de "Propostas de medidas de saúde pública para enfrentar a Covid-19 para a celebração das festas natalícias" recomenda que as reuniões familiares sejam limitadas aos membros que pertencem ao mesmo agregado familiar.
O documento vai ser apresentado pelo Governo espanhol no Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (SNS), onde têm assento os responsáveis do setor das comunidades autônomas espanholas, que têm autonomia em matéria de saúde.

No caso de haver uma pessoa externa, que não seja um coabitante regular, as reuniões terão um máximo de seis pessoas e devem ser garantidas medidas de prevenção, independentemente de serem ou não membros do agregado familiar.
O atual toque de recolher obrigatório, pode começar entre  22:00 e  24:00 hs para terminar às 06:00 hs do dia seguinte, o toque de recolher terá início à 01:00 da manhã no Dia de Natal e no Dia de Ano Novo.

É ainda recomendado que se evitem ou minimizem reuniões de âmbito social (festas de empresas, ex-alunos ou clubes desportivos, entre outras) e, no caso de se realizarem, que se limitem a um máximo de seis pessoas e de preferência no exterior (ao ar livre ou em terraços com um máximo de duas paredes).

Por outro lado, não devem assistir a qualquer reunião familiar ou social as pessoas que foram diagnosticadas com a covid-19 e ainda se encontram no período de transmissibilidade; que têm sintomas da doença; que estão à espera dos resultados do teste de diagnóstico; ou que podem ter estado em contacto com alguém com covid-19 nos últimos 14 dias.

Recorda-se ainda que as medidas de prevenção devam ser mantidas: usar máscara o máximo de tempo possível, lavar as mãos frequentemente, manter distância física, manter as janelas e portas abertas tanto quanto for seguro e viável, dependendo da temperatura, minimizar o número de contactos, que deve ser sempre o mesmo e "ficar em casa no caso de sintomas, diagnóstico ou contacto".
Madrid junta-se assim a outros Governos europeus que estão planejando manter algum tipo de restrição durante os feriados natalinos cristãos como forma de luta contra a covid-19 e assim evitar uma nova onda de contágios.

“Na Alemanha, uma advogada entrou com ações na justiça contra a imposição de lockdown, terminou internada compulsoriamente numa clínica psiquiátrica. Ela denunciou que muitas medidas impostas pelo governo eram flagrantemente inconstitucionais, ela também convocava manifestações e isso lhe rendeu uma investigação criminal por “promover ato ilegal” que desrespeitaria as normas de isolamento.
A advogada foi tratada como “negacionista”, teve seus perfis onde publicava textos derrubados, e terminou internada numa clínica psiquiátrica. As autoridades dizem que a internação nada teve a ver com sua postura anti-lockdown.
 
Não bastasse o lockdown nacional, medida sem eficácia comprovada, a Bélgica ameaça inspecionar casa a casa para evitar aglomerações durante as festas cristãs de fim de ano.
A ministra do Interior da Bélgica advertiu que a polícia estará autorizada a “garantir o cumprimento das medidas de saúde no Natal”, batendo de porta em porta para avaliar se as famílias estão violando as restrições do COVID-19. Em declaração ao jornal semanal belga De Zondag, Annelies Verlinden anunciou que durante o Natal, a polícia irá “monitorar o cumprimento das medidas”.

É na guerra de todos contra todos que o Estado - o grande Leviatã - se impõe como "solução final"; aquele que trará finalmente a Ordem (e só conseguirá isto através de uma concentração enorme de poder). Se a conciliação entre indivíduos livres é impossível, a liberdade será retirada em troca do consolo da "segurança". Por que atacam tanto as religiões, o nacionalismo, a moral e os bons costumes? “Porque era isto que mantinha o tecido social coeso e funcionando, independentemente da coerção do Estado”, declarou Rodrigo Miceli em sua rede social.
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