31/07/2020 às 17h25min - Atualizada em 31/07/2020 às 17h08min

A CONTRA REVOLUÇÃO CULTURAL

Quem Fará?

O poder do Hábito
Charles Duihingg - Horacia Alves Lopes
Pixamby
Tomar consciência de que a coisa não vai bem e assumir a responsabilidade de realizar a contra revolução cultural é o primeiro passo. Foi dado ao entender que o sistema político brasileiro é o maior responsável pelo fracasso em que o Brasil mergulhava lá em 2013, quando milhares de pessoas foram às ruas para dizer “basta!”. Em 2018 a sociedade brasileira foi às urnas para eleger um presidente conservador exercendo seu poder democrático conferido pela Constituição Federal.

Embora todas as ações realizadas e todas as conquistas no campo político eleitoral sejam de extrema relevância para a contra revolução cultural, de nada adianta se não influenciarmos no resgate cultural, moral e intelectual da geração atual.

O resultado do pisa 2018 revela uma falência múltipla do sistema educacional brasileiro, mas há algo muito mais profundo por trás das cortinas: os hábitos que têm sido formados durante três gerações.  Sob as instruções de Paulo Freire e as práxis de Karl Marx e Antônio Gramsci, introduzidas pelos mais variados meios de comunicação nas casas e fortalecidas pelas escolas e universidades, é preciso entender que quem é responsável pela cultura de uma nação não é o Estado, mas sim o cidadão, e que esta transformação tem que acontecer em cada família.

Estudos realizados desde 1892 por cientistas americanos revelam como os hábitos influenciam no comportamento do indivíduo e de uma sociedade. A ação principal é descobrir o padrão social de seus influenciadores e substituí-lo por outros padrões sociais e outros influenciadores. Isto requer a necessidade de formar novos hábitos, hábitos saudáveis que interessam a maioria da sociedade brasileira e, neste sentido, descobrir qual é o hábito angular que terá que ser mudado é fundamental.

Descobrir o hábito angular é descobrir aquele hábito que desencadeia toda rotina de um indivíduo ou de uma sociedade e substituí-lo por outro que exige rotinas diferentes. Não é preciso esforço para identificar que o hábito angular que desencadeia todo o desastre educacional, cultural e social no Brasil é a falta de leitura.  Para fazer a contra revolução cultural de dentro para fora, é necessário substituir o hábito angular não ler, pelo hábito da leitura. Se 60% da população adulta desenvolver o hábito da boa leitura, estará influenciando seus filhos a serem bons leitores, os quais se encarregarão de realizar e manter a contra revolução.

Técnicas de mudança de hábitos são utilizadas em grandes corporações empresariais para solucionar problemas de rotina. O comando das Tropas Americanas durante a guerra do Kuwait, por exemplo, utilizou as mesmas técnicas de mudança de hábitos da população para diminuir aglomerações que resultavam em confronto entre civis e militares. Esta experiência mostra que para mudar os hábitos individuais ou coletivos a técnica é a mesma.

Toda mudança de hábito, exige uma deixa e uma recompensa. Por exemplo: leitura diária é a deixa. Melhorar seu vocabulário, ampliar sua visão de mundo e adquirir conhecimento é a recompensa. Quando a escola diz que matemática é coisa de burguês e burguês é opressor – é a deixa. Por sua vez, o aluno recebe a deixa e a processa no seu consciente da seguinte forma: “não sou burguês e nem opressor, não preciso de matemática.”. Recompensa inexistente.

Quando o pai diz: é importante estudar matemática – saber matemática auxilia a ter sucesso nos negócios, organizar orçamentos, ganhar dinheiro no mercado financeiro – é a  deixa. A matemática se torna importante para ele. Auxiliar a ter sucesso nos negócios, organizar orçamentos, ganhar dinheiro no mercado financeiro - recompensa. E ele agora tem motivo para estudar matemática.

Veja que a recompensa não é um presente por passar de ano, mas sim, o resultado do próprio esforço em ações específicas que geram benefícios para sua vida. Observe que a mesma atividade dita de forma diferente provoca uma resposta diferente  por parte do educando. Isso serve para qualquer tipo de atividade.

É importante deixar claro que o resultado não é da escola, do professor, nem do pai ou da mãe, e sim dele mesmo. Isto forma hábitos conscientes. Um exemplo de como a mudança de hábitos e disciplina na rotina impacta diretamente na formação do comportamento do educando, está na escola Cívico Militar, em comparação com a escola cívica. A mudança de hábito requer disciplina na rotina, acompanhamento e avaliação por um determinado tempo. Tão logo, o indivíduo toma consciência dos hábitos e por quê precisa deles.

Promover o interesse do educando pelo cuidado com sua própria formação e pelo debate ao invés da crítica a que nada serve, cabe aos pais e/ou responsáveis. A mudança de hábito pode transformar uma nação inteira. “Uma nação é uma aglomeração de hábitos”.

A recompensa é dos pais em ter filhos educados, cultos, disciplinados e bem resolvidos, e da sociedade brasileira que terá bons cidadãos, pais, profissionais e políticos responsáveis.
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Horacia Alves Lopes

Horacia Alves Lopes

Empreendedora digital na área de assessoria em gestão social de pequenos negócios,

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