30/07/2020 às 14h28min - Atualizada em 30/07/2020 às 13h49min

Vexame do São Paulo... e da imprensa!

Grande mídia erra muito e sempre

DO AUTOR
Kaio Lopes
Jogadores do Mirassol comemoram a classificação (FOX SPORTS)
O Morumbi foi palco, ontem, de um novo marco histórico: o São Paulo Futebol Clube, cada vez menos respeitado em campo e mais destruído fora dele, foi eliminado pelo pequeno Mirassol na disputa das quartas-de-final do Paulistão. Não obstante em preocupar sua instável torcida com uma crise financeira sem precedentes, o tricolor da Zona Sul paulista causa mais que uma pulga atrás da orelha dos são-paulinos. O clube, grande vitorioso nas décadas de 90 e 2000, se tornou, entre os quatro gigantes do Estado, o mais freguês e campeão de humilhações nesta década. 

Mas, antes de qualquer conclusão, precisamos insistir em uma crítica já nem tão construtiva assim, eu diria mais objetiva: a imprensa esportiva nacional precisa palpitar menos e enxergar mais. Tome como exemplo a figura sempre bizarra de André Rizek, jornalista da SporTV, que ora é defensor assíduo de corruptos nas redes sociais, outrora detentor da moral e denunciador de problemas internos no âmbito do futebol, ou seja, assumidamente uma personalidade bipolar; em mais um dos seus palpites murchos, o cara afirmou (CATEGORICAMENTE) não haver como o São Paulo perder para o Mirassol, ainda que ele esteja munido de ferramentas tecnológicas da Globosat, todas capazes de prová-lo, por a+b, o quão possível seria esse feito. Mais factual que a gradativa pequenez tricolor é somente a descontrolada credibilidade da mídia que o trata como franco favorito daquilo não vencido por este há 15 anos. 

Pode-se, é claro, tomar como base a qualidade técnica (mesmo questionável) do time na primeira parte do torneio, até enaltecê-lo pela postura mantida na partida anterior, quando podia colaborar para a eliminação do algoz Corinthians, mas não o fez. No entanto, o SPFC e a desconfiança estão de mãos dadas há anos, portanto, o que enseja, de repente, incutir favoritismo absoluto ao clube? Com exceção da arrrogância jornalística, nada. E não fosse uma cabeçada de misericórdia na reta final do jogo do Allianz Parque, teria sido a noite passada um dueto vergonhoso dos comentaristas esportivos. Tudo bem, é dito popular que o ''raio não cai duas vezes no mesmo lugar''; caiu na Zona Sul, mas não na Zona Oeste. A diferença é que na primeira tem caído com uma frequência avassaladora, sendo responsável, inclusive, pelo desmaio da história futebolística e constante sinal de fenômeno terrível na atualidade. 

Moral da história: se esse raio de luz não atinge o mesmo lugar por duas vezes, deixo aberta a questão aos especialistas, porém, que a ação da imprensa esportiva tem colaborado para a incidência da tempestade sob o Círero Pompeu de Toledo, não há duvidas. 
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Kaio Lopes

Kaio Lopes

Crônicas e posições em geral.

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