16/04/2022 às 09h07min - Atualizada em 16/04/2022 às 08h52min

As máscaras caem!!! Brazilian Conference - Internacionalizando a vergonha!!!

Alexandre Siqueira
Em sua 8ª edição, o Brazilian Conference realizou nos dias 09 e 10 de abril, mais um encontro pra lá de político, porém, pretensiosamente travestido de uma aura democrática. O evento, criado por estudantes brasileiros em 2015 (nos Estados Unidos), tem como objetivo levar para a comunidade brasileira estudantil da região de Boston/EUA, debates com temáticas da política, economia, cultura e sociedade, segundo o site da entidade.
 
Eles não deixam dúvidas que os objetivos não são tão democráticos assim. Ainda segundo o site, no tópico NOSSOS VALORES - TRANSPARÊNCIA E ÉTICA - Somos claros quanto aos nossos objetivos, motivações, apoiadores, forma de trabalho e tomada de decisão. Agimos seguindo o padrão ético que queremos ver prevalecer no Brasil.”, a contradição entre a teoria e a prática são gritantes. (Grifo nosso)
 
A começar pelo principal patrocinador da iniciativa, Jorge Paulo Lemann, desde o início, e suas empresas e ligações com outros financiadores do evento. Os maiores financiadores do Brazilian Conference/2022 são empresas com um perfil em comum, assim como várias outras patrocinadoras, que é a ligação com o mercado financeiro mundial. Fundação Lemann, BTG Pactual (André Esteves, já preso em investigações do mercado financeiro), Nomad e Unico. Outras empresas “investidoras” do evento como a Stone - tem entre seus principais acionistas Warren Buffett e a chinesa Alibabá, a Ambev, AME Digital, B2W e Lojas Americanas, todas envolvidas com Paulo Lemann. Não podemos deixar de citar, ainda, a Fundação Rockefeller via Harvard University.
 
Mas o que deixa escancarada as verdadeiras pretensões do evento são as pessoas, especialmente, aquelas ligadas a esquerda brasileira e as que trabalham contra o governo brasileiro. Senão vejamos: no jornalismo, nomes carimbados pela militância política como Eliane Cantanhêde, Vera Magalhães, Gabriela Prioli, Natuza Nery e Augusto de Arruda Botelho. Figuras polêmicas, para não dizer outra coisa, como o Padre Júlio Lancelotti, Dimas Covas, Ludhmila Hajjar, Llona Szabó, Luciano Huck e, pasmem, Cristiano Zanin (o advogado do Lula). Políticos inexpressivos como Eduardo Leite (PSDB), ex-governador do RS, e Tabata Amaral (PSB/SP). Outros, já como pré-candidatos à presidência, participaram do evento, como Dória, Ciro Gomes, Simone Tebet e Sérgio Moro (?), num verdadeiro e dissimulado palanque eleitoral.
 
Mas o que sangra a democracia brasileira, nos envergonhando perante o mundo todo, é a participação dos togados Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso. Chancelando a transformação da mais alta corte do país em um partido político, não tiveram pudor em utilizar expressões para atacar o governo federal, chamando o presidente Jair Bolsonaro de inimigo, inclusive. “...Nós precisamos parar de supervalorizar o inimigo, nós somos muito poderosos, nós somos a democracia... nós precisamos enfrentá-lo, mas sem a sensação de que nós perdemos.”, disse Barroso.
 
Já Lewandowski, falando sobre a pandemia, fez acusações ao governo federal, e por extensão ao presidente da república, mas em seguida caiu em contradição. Disse ele: “O Supremo Tribunal Federal, num momento de paralisia, de inércia das autoridades públicas, teve um importante papel de apontar caminhos a serem seguidos pelo governo federal, pelos governos estaduais e municipais, para o enfrentamento da pandemia evitando que a crise sanitária ganhasse proporções maiores. Essa atitude negacionista do governo federal foi responsável por um aumento exponencial do número de infectados e mortos... A Suprema corte, por seu plenário, decidiu que não compete ao executivo federal afastar as decisões dos governos estaduais e municipais que adotarem no âmbito de seus territórios algumas medidas restritivas...”
 
A ministra Cármen Lúcia, abordou, por suas ideias, o tema democracia, falando sobre liberdade de expressão e direitos fundamentais. O problema é que fundamentou sua fala, implicitamente, acusando o governo federal de autoritarismo e populismo. “...estamos vendo desabrochar a flor do medo... levando o povo a se envenenar pelo autoritarismo, populismo...” Fica uma dúvida com uma questão que não pode passar batida no discurso da ministra. O que ela quis dizer sobre a Constituição de 1988 ao afirmar que “parecia ser democrática”?
 
Queremos crer que a população brasileira já entende os mecanismos que o sistema quer nos impor. Especialmente, o eleitores que já sabem fazer uma leitura dos objetivos do sistema, e ao ver máscaras caindo, saberão em quem votar no próximo pleito.
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Alexandre Siqueira

Alexandre Siqueira

Jornalista e administrador esportivo. Articulista no Jornal da Cidade e Jornal Tribuna Nacional.

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