14/07/2020 às 13h06min - Atualizada em 14/07/2020 às 11h26min

4 de julho - Viva a América!

Andrea Wainchtock

Andrea Wainchtock

Crônicas da vida na América

Andrea Wainchtock
   
    Eu tinha muitas ideias de texto para colocar na minha primeira vez como colunista da Tribuna Nacional. Tem tanta coisa para ser dita sobre as diferenças entre Brasil e EUA! Mas antes que você, leitor, pense que eu vou sentar o pau no Brasil e no brasileiro, saiba que daqui de longe passei a admirar coisas no meu país que antes eram cotidianas e que não me chamavam a atenção. Mas esse texto está sendo escrito no dia 4 de julho e eu não poderia deixar de exaltar esse grande país que me recebeu e ao qual sou grata. De tantas experiências maravilhosas e aprendizado. 
    Antes vou falar um pouquinho de mim: jornalista, advogada, viúva de um fuzileiro naval que serviu por 36 anos à pátria. Estive ao lado dele por 20 desses 36 anos. Eu sei o que é ser militar e viver a vida de um militar. Eu vi como esses homens e mulheres que resolvem servir à pátria se dedicam a essa missão, e o tudo o que acarreta para a vida das famílias deles. Além disso, sempre fui uma cidadã que se preocupou com o seu país e o crescimento dele. Posso falar com propriedade o que é ter o Brasil no coração e como missão.    
     A América (e vou chamar de América porque esse é o nome do país) nasceu de uma guerra. De homens e mulheres que não se conformavam mais com os desmandos de uma coroa colonialista. Muito sangue foi erramado até que eles conseguissem a independência definitiva. Eles brigaram e por ela. E eles lutam por ela até hoje. Eles clamam pelas emendas de sua constituição sempre que se sentem agredidos. Eles as conhecem. E eu acho isso fascinante!
     Você conhece a sua constituição? Melhor, você já leu o Artigo 5 da Constituição Federal da República do Brasil? Ali estão a maioria dos direitos e deveres de cada cidadão brasileiro e todos nós deveríamos saber de cor e salteado. Aqui nos EUA eles conhecem as emendas que lhes garantem o direito à liberdade, à posse de armas, e ao silêncio para não produzir provas contra si mesmo. Essas coisas que a gente vê muito nos filmes americanos. E quando você conhece os seus direitos (e os deveres, claro) você não permite que ninguém lhe roube. Não sem luta.
     O americano tem a real noção do valor da sua pátria, do que é ser cidadão e do conceito de comunidade, apesar de parecerem individualistas. Quando acontece qualquer evento de natureza violenta, seja uma catástrofe natural, seja um crime como um tiroteio numa escola, toda a comunidade se une, tanto para ajudar como para consolar. Eles empunham sua bandeira e lembram que são uma só nação​, que estão todos juntos na dor ou na alegria, eles se abraçam, acendem velas, rezam (independentemente da religião), e partem para atitudes significativas. Eles se entendem como cidadãos e sabem exatamente o que é isso e o que custou para serem o que são. 
     
E é isso que faz a América ser um grande país. Viva a América! Viva o 4 de julho!
         
 
Link
Tags »
Leia Também »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://tribunanacional.com.br/.