16/05/2021 às 19h09min - Atualizada em 16/05/2021 às 18h59min

Ciência da sugestão - Vacinas Covid - Dos primórdios à inteligência artificial

Alexandre Siqueira
Não, minha coluna de hoje não quer falar sobre tecnologia. Nem sob o aspecto do desenvolvimento das vacinas Covid, e muito menos sobre o aspecto do desenvolvimento e criação de computadores max inteligentes (na matemática, física e tantas outras ciências) ou robôs que falam, tem visão e se movem sob duas pernas. E cá pra nós, são até engraçadinhos (outros, nem tanto, de tão feios).

Hoje, valorizo mais os humanos dos primórdios tempos em que tinham que pensar, elaborar mentalmente, descobrindo soluções para o bem comum, coletivo. A roda, o fogo, a escrita, as armas, a produção alimentar, enfim, tudo aquilo que um dia serviu de protótipo de ferramentas, peças, coordenação e mecanismos do passado que nos levaram à modernidade da atualidade. E o tempo se torna a razão de cada época.

Meu contraponto à questão da inteligência artificial dos humanos, e que aqui tento associar nosso passado à lógica do pensamento preguiçoso da humanidade atual, que se limita a uma inteligência que não é fruto do pensar, do entendimento, mas sim, do senso coletivo, da manipulação de massas, que a conclusão é que conseguem surrupiar nossa capacidade de gerenciar nossos próprios pensamentos, de raciocinar, substituindo isso por ações e pensamentos mecanizados e portáteis. A princípio, servem para alimentar uma proteção que passa a fazer sentido a eles, desde que se sintam iguais. É como se a cumplicidade formasse um bolo de razão, uma capa de acolhimento e conforto. Uma salvaguarda da própria estupidez. Por isso, chego à conclusão que “inteligência artificial” é apropriado para referirmos a muitas pessoas.

As pessoas tornam-se donas da verdade, impolutas, raivosas e até agressivas. Se enxergam absolutas e nem percebem sua irracionalidade! E com isso, veem nas outras pessoas que discordam delas, como pessoas burras, teimosas, ranzinzas, ignorantes, irresponsáveis, e vai se agravando até chegar a expressões como odiosas e genocidas. O bem vira o mal e vice-versa.

No fim, o conceito de liberdade, do livre arbítrio, fica prejudicado. A independência sofre mutações. Parece ser o fim do ditado que diz: a vida é feita de opções. Bizarramente, nos tornamos estranhos no ninho.

Para facilitar, imagine, ao ler este texto, um cenário de pessoas da sua convivência, seja da sua rua, do seu bairro, cidade, família, amigos, e até mesmo por influência de leituras do que falam pessoas públicas. Atualmente, a essa altura dos acontecimentos, o respeito já foi pro saco, como diria o outro, quanto mais a razão. O ambiente, praticamente, se torna hostil.

Aliás, quero frisar, deixar claro, que nada tenho contra a IDEIA do objetivo da vacina (imunização), mas as referências e premissas que conduzem a essa ideia são muito frágeis e questionáveis, no caso da Covid. Antes que alguém quebre a tela do celular ou do computador...

São tantos fatores estranhos que permitem que nossa desconfiança seja ativada, aflorada, que fica impossível levar a sério a vacina Covid. São tantos os ditos e não ditos, mentiras e desmentiras, envolvidos em narrativas, contradições, especulações, jogos de sedução, de interesses e de poder, e as tão famosas teorias da conspiração, e ainda, mais grave, fatos que brotam por todo lado, que nem podemos afirmar que são fatos. Loucura isso!

Essas vacinas Covid, sinto muito, geram mais incertezas do que certezas. E olha que as poucas certezas que se opõem aos argumentos das funcionalidades das vacinas causam mais perplexidade, do que as incertezas amparadas pelo terror e medo causados pela enxurrada de informações negativas. Não dá vida nova. Dá replay na vida.

É o medo da morte superando a esperança da vida.
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Alexandre Siqueira

Alexandre Siqueira

Jornalista e administrador esportivo. Articulista no Jornal da Cidade e Jornal Tribuna Nacional.

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