22/10/2020 às 21h22min - Atualizada em 22/10/2020 às 21h18min

Ainda existe conservadorismo no Planalto

Ernesto Araújo sobrevive entre políticos de centro e positivistas

Repórter Fernanda Salles
Ele é um crítico ferrenho do globalismo, já defendeu os cristãos e criticou a OMS em plena reunião do BRICS e mais recentemente expôs os chamados "isentões" durante uma formatura no Itamaraty. Ernesto Araújo, Ministro das Relações Exteriores do governo Bolsonaro, é um oásis do conservadorismo dentro do Palácio do Planalto. Espécie em extinção nos corredores de Brasília. 

Araújo tem perfil reservado, porém firme. Nunca demonstrou intenção de negociar seus valores, razão pela qual foi alvo de ataques constantes da velha imprensa por um bom tempo. No atual momento, em que alguns membros do governo adotaram uma postura pública que beira a neutralidade ideológica, o ministro ganhou destaque ao fazer declarações mais incisivas. 

Durante seu discurso na formatura de diplomatas no Itamaraty, nesta quinta-feira (22), Araújo afirmou que a esquerda reduz tudo a “conceitos como gênero e raça” para promover “a ditadura do politicamente correto e da criação de órgãos de controle da verdade”.

A fala do Chanceler foi histórica, um choque de realidade que se fazia necessário dentro da atual conjuntura política.

“Todo isentão é escravo de algum marxista defunto”, disse. E completou: “Tratar os conservadores de ideológicos é o epítome da prática marxista-leninista: chame-os do que você é, acuse-os do que você faz”.⠀

Ernesto conhece o inimigo, tem vasto conhecimento literário. O ministro é o bote salva-vidas que pode ser decisivo para salvar o governo em um momento de grande tempestade.
Link
Relacionadas »
Comentários »

Você votaria em Bolsonaro para Presidente em 2022?

90.2%
9.8%